O vício em jogos — incluindo apostas online — já é reconhecido como doença e tem classificação própria no CID:
- F63.0 (Jogo patológico na CID-10)
- 6C50 (Transtorno de jogo na CID-11)
É clínico. É real. E está crescendo.
Eles envolvem:
• perda de controle sobre o comportamento
• prioridade crescente ao jogo em relação à vida pessoal
• continuidade mesmo diante de prejuízos significativos
Do ponto de vista neurobiológico, o mecanismo é semelhante ao de outras dependências: ativação do sistema dopaminérgico de recompensa, reforço intermitente e adaptação neural.
Ou seja: não é apenas hábito. É um padrão de dependência.
Diante do crescimento dos casos — especialmente com a popularização das apostas online — o SUS passou a oferecer atendimento, inclusive em formato remoto, para pessoas com esse transtorno.
O teleatendimento é destinado:
- Pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e rede de apoio.
- O cadastro pode ser feito 24 horas por dia, em ambiente seguro, com direcionamento do Meu SUS Digital.
- As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e fazem parte de ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 consultas por paciente – seja em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. O atendimento é gratuito e confidencial.
- A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.
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